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20 de julho de 2010

enquanto isso no purgatório da beleza e do caos...

Fiquei sabendo hoje desse projeto de lei que visa regularizar e urbanizar 19 núcleos (com 598 casas) e aproximadamente 3000 habitantes em um terreno da União administrado pelo Jardim Botânico. A área, oficialmente uma APP (Área de Preservação PERMANENTE) e considerada pela UNESCO como reserva da biosfera, é vista pelo projeto como uma Área de Especial Interesse Social (AEIS).
Se isso fosse verdade, o assunto até poderia ser estendido. Mas, como todos sabemos que o Brasil não é um país sério e que, nesse caso, Área de Especial Interesse Social = área de interesse para manter um governo populista e corrupto, o projeto não pode ser aprovado!
O abaixo assinado da AMAJB já está circulando na rede e toma como exemplo a favela em que se transformou o Parque da Cidade, na Gávea. Pra assinar, só clicar aqui
Mas além de assinar, acho que todos deveriam gastar alguns minutos a mais e também preencher o espaço reservado para as reclamações...
Segue a minha:
isso é um absurdo!! o jardim botânico é um dos poucos espaços verdes bem preservados do rio de janeiro! a cidade precisa de áreas de lazer, parques, lugares onde as pessoas podem aproveitar serem obrigadas a consumir alguma coisa. espaço pra respirar! projetos de moradia devem ser levados a áreas que oferecem espaço para isso - lá sim devem investir em infra-estrutura para dar condições decentes a quem alí residir. não adianta ficar querendo criar favelas oficiais na já superpopulada zona sul. peguem o dinheiro desse "remendo habitacional" e invistam em projetos sérios para habitar decentemente outras áreas do rio! o projeto, aliás, deveria ser o contrário - criar um outro jardim botânico em outra parte da cidade, aquelas abandonadas pelo poder público e que não têm uma associação de moradores influente (leia-se cheia de globais e gente com grana) para zelar por elas. qdo será q o mundo finalmente vai se tocar de que o rio NÃO é a cidade maravilhosa, mas sim uma cidade abandonada e esculhambada que teve a sorte de ser construída em um local maravilhoso - que está sendo destruído pelos seus próprios habitantes... uma pena....





Via meus amigos e tb moradores do JB, Nathalia Nogueira e Eduardo Moura

2 de maio de 2010

"a américa é viciada em óleo"

Mais uma dessas coincidências da vida - dias depois do "acidente" que já está sendo chamado de "maior desastre ambiental da história dos EUA", recebo o doc FUEL (aka Fields of Fuel) pra assistir. Em meio a esse caos, que só faz crescer, a importância de um filme como esse fica ainda mais evidente e a frase de George W Bush, que dá título ao post, ainda mais impactante. (fotos impressionantes da mancha de óleo aqui)



O doc, mostra como biocombustíveis podem ser uma alternativa viável à cultura do petróleo. O filme acerta na abordagem prática, objetiva e otimista - ao invés de deixar o espectador perdido e impotente diante de estatísticas e dados apocalípticos, comprova com mil e um exemplos e infográficos a tese de que estamos indo para o buraco e é preciso, e possível, mudar. A cereja do bolo é a abundância de celebridades que apoiam a causa com depoimentos e ações: Woody Harrelson, Julia Roberts, Neil young, Willie Nelson (bio Willie), Sheryl Crow, Richard Branson (magnata dono da Virgin), etc 

 momento tiete. S2!

Não é à toa que Fuel venceu a categoria "Escolha da Audiência" na edição 2008 do festival de Sundance


Ao longo do filme, que traça um panorâma completo da história do petróleo nos EUA,  vamos vendo como as tramóias econômicas e políticas para sustentar o tal vício do país são muito anteriores à "guerra ao terror" da era Bush. Eu não sabia, por exemplo, da ligação entre JD Rockefeller (fundador da maior refinaria americana) e a Lei Seca dos anos 20 (quando o comércio, consumo e transporte de qualquer tipo de alcool - inclusive ethanol, foi proibido nos EUA). A teoria é que, como o Model-T, primeiro carro popular da Ford, podia ser abastecido por um custo menor com etanol, Rockefeller teria pressionado a tal proibição. Ford até que tentou, mas o custo de produzir carros compatíveis com etanol ficou inviável. Um ano depois dele desistir, a proibição acabou. 

Além desse, vários outros episódios obscuros vão sendo ligados a cultura petrolífera do país - o escândalo do senador do alasca que aceitou presentes de empresas do ramo, o abono fiscal prometido a quem comprasse veículos utilitários após os ataques de 11 de setembro (existe coisa mais estúpida que um Hummer?!), as reuniões secretas pré 9/11 mapeando os poços de petróleo do iraque (e a subsequente invasão ao país com a desculpa de armas de destruição em massa), o fato das empresas de petróleo nunca terem reconhecido o desastre ambiental resultante da passagem do furacão Katrina pelas refinarias em Nova Orleans e, o mais bizarro, a morte misteriosa do engenheiro alemão Rudolph Diesel logo após ele criar um motor que funcionava com óleo vegetal.



Nascido e criado em uma região da Louisiana conhecida como "corredor do cancer" (o local conta com 150 refinarias), o diretor e ativista americano Josh Tickell é um ferrenho defensor dos bio-combustíveis. Em 1996 ele rodou os EUA em uma van para informar as pessoas sobre o bio-diesel. No tanque, ao invés de gasolina, uma mistura de alcool e óleo de cozinha usado - coletado principalmente em restaurantes fast food. O projeto, chamado de Veggie Van, é hoje uma ONG cujo conselho conta com nomes ilustres como Peter Fonda e Mariel Hemingway. Ele também é sócio da Green Planet, produtora especializada em filmes ambientais.


Fuel é realmente impactante e mostra como a indústria petrolífera é, literalmente, suja. No fim do doc Tickell lista uma série de opções alternativas, inclusive, ao bio diesel: energia solar, eólica e até combustível criado a partir de algas marinhas. As opções existem - resta saber se os EUA, e o mundo, topam passar por um rehab radical para curar essa dependência.

23 de abril de 2010

eduarda lima

Delugional Games é mais um exemplo de como é possível falar de problemas ambientais de maneira criativa e leve sem perder o impacto. Apresentado como projeto de conclusão de mestrado na London College of Communication (!!!), o curta de Eduarda Lima é resultado de uma pesquisa sobre estratégias de comunicação para assuntos globais complexos e sérios.



O objetivo da diretora era encontrar uma maneira de selecionar e comunicar dados científicos, que podem parecer abstratos e duros para o grande público, sem causar alienação ou espanto. O 'tom' certo para o filme deveria alertar sem causar uma sensação de impotência e estagnação nos espectadores.

O curta consegue fugir do lugar comum das táticas de choque (que, segundo Eduarda, são ineficazes por gerarem apatia) através da combinação de colagens, imagens inusitadas e metaforas bem humoradas. Assim, acredita a diretora, o filme impulsiona um processo de compreensão e curiosidade mais propenso a desencadear mudanças comportamentais e atitudes positivas do que aceitação passiva.

Por razões obvias, esse é meu favorito, mas fiquei encantada com todos os trabalhos dela - fotografia e trilhas ótimas! (além dos filmes, vale mt apena check out a sessão das polaroids)

On Triangles



The Calm Before


O curta acima foi todo feito para o festival Straight 8. A premissa dos filmes do festival é que sejam rodados em apenas 1 cartucho de Super 8 sem edição posterior - ou seja, cada take é definitivo!

Alias, aproveitando a deixa do post anterior, pra quem gosta, aqui da pra conferir o making of de The Calm Before, com o storyboard detalhadinho mostrando como eles fizeram pra encaixar o som com as imagens sem edição.

via @ftrc

29 de março de 2010

plastic bag

Com narração de Werner Herzog e trilha do tecladista do Sigur Rós, o curta abaixo critica o uso de sacos plásticos de forma delicada e inteligente.

Ao ser descartado pela dona, um saco se depara com a solidão decorrente da sua imortalidade. O premiado diretor Ramin Bahrani consegue, de forma sutil, alertar para os principais problemas envolvendo o uso desse material.

22 de março de 2010

water world

"There is enough water for humand need, but not for human greed".

A frase de Ghandi, presente no excelente documentário Tapped, resume bem a situação da água no mundo. O filme aborda a questão da água em garrafa e como essa indústria, além de obter lucro em cima de um bem público, é responsável por grande parte da poluição dos rios e oceanos (olha a sopa plástica aí de novo!).



Depois de assistir ao filme reforcei ainda mais a minha política de evitar ao máximo consumir água em garrafas plásticas (faço um esforço enorme pra lembrar de carregar minha garrafinha de alumínio pra cima e pra baixo). Quem quiser botar a idéia em prática pode aderir à campanha Get Off the Bottle.
 

No dia mundial da água, o planeta volta as atenções para um dos temas mais importantes e alarmantes da atualidade. Chamada de "petróleo do século 21", a água está se tornando um bem cada vez mais raro e valioso.

Segundo a UNEP (sigla em inglês para o Programa Ambiental das Nações Unidas) a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças anualmente. Essa e outras estatísticas assustadoras fazem parte do relatório "Sick Water". Mais infos aqui


O aumento populacional desordenado, a crescente urbanização, a proliferação de lixo e as mudanças climáticas são alguns dos fatores que estão contribuindo para esse cenário sombrio. Enquanto isso, muitos se recusam a repensar seus hábitos abusivos e parecem incapazes de entender que sobrevivência da raça humana depende da saúde do planeta, e não o contrário.


Aproveitando o tema e a data, que tal fazer a sua parte revendo alguns hábitos do dia a dia? A WWF Brasil criou um livro digital muito interessante com informações importantes sobre a água no país, além de dicas de ações individuais que fazem toda a diferença. Quem precisar de ajuda para navegar na versão online ou quiser baixar o PDF, é só clicar aqui.

Pra finalizar, a National Geographic lançou uma edição especial sobre o tema. Da pra fazer o download grátis aqui (só até dia 02 de Abril)

16 de março de 2010

definitely cutesy!

Eu que adoro um bichinho esquisito, me apaixonei pelos monstrinhos da americana Diane Koss por dois motivos: eles são fofos demais e, melhor de tudo, totalmente eco friendly!


O feltro usado na fabricação dos bonecos é feito inteiramente de garrafas de plástico recicladas.


O mais legal é que todos tem um nome, história e personalidade diferentes. Aqui da pra conhecer melhor cada um deles



Apaixonada pelos seus filhotes, a artista diz que sempre quis que eles ganhassem vida, por isso se juntou com o animador David R Popolow e criou o stop-motion Monster Compilation.



Além dos personagens fixos, ela também tem algumas edições limitadas para ocasiões especiais, como esses aí embaixo (criados em homenagem às olimpiadas de inverno e em prol do combate ao cancer de mama, respectivamente)


 Gostou? da pra comprar aqui

10 de março de 2010

The e-Waste Land

Nesses tempos de lomo e digital harinezumi eu voltei a usar pilhas com maior frequência do que gostaria. Mesmo tendo algumas recarregaveis, às vezes acabo tendo que recorrer às descartáveis. Como não é sempre que uma lixeira especial está por perto, vou guardando várias em casa pra poder jogar fora no lugar certo depois.

Mas as pilhas são apenas uma pequena parte do problema. Com o avanço tecnológico, os produtos eletrônicos sofrem modificações que deixam versões anteriores obsoletas do dia pra noite. E nós, deslumbrados que somos, atualizamos nosso estoque de gadgets inúteis como se não houvesse amanhã.


Segundo a ONU, o Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico per capita entre os países emergentes. Além disso, a menção aos produtos eletro-eletrônicos foi retirada do projeto de lei (PL 203/91), que irá definir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ou seja: aparentemente o país não tem o menor interesse em reverter esse quadro.

De olho nesses dados assustadores, o coletivo Lixo Eletrônico criou um manifesto online para pressionar deputados e senadores a mudarem o PL. Você pode contribuir assinando aqui!

Mas esse pepino nãó é só nosso não. Segundo o Greenpeace, 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano e esse tipo de resíduo representa hoje 5% de todo o lixo sólido do mundo (quase empatando com as nossas queridas embalagens plásticas). Pra não ter que lidar com esse problema, alguns países exportam seu e-waste para nações pobres. Gana, por exemplo, está se tornando um verdadeiro lixão a céu aberto, como mostrou esse ensaio fotográfico.



O problema do lixo eletrônico vai muito além da poluição visual. Na composição de muitos desses produtos há metais pesados, como mercúrio, fósforo, cádmio e chumbo, que podem se espalhar pelo solo, água e ar prejudicando a saúde dos seres que habitam esses locais.


Pra quem deseja adotar uma atitude mais responsável com o seu lixo eletrônico, o site Descarte Certo parece ser uma boa opção (dica do Radar 55). O cliente se cadastra e agenda a coleta pela internet. Infelizmente o serviço só está disponível em alguns estados e é pago, mas já é alguma coisa.

Lembrando que são classificados como "lixo eletroeletrônico": celulares, baterias e carregadores, pilhas, computadores, notebooks, televisores, monitores, vídeos cassete, DVDs, faxes, impressoras, ferros de passar roupa, aspiradores de pó, secadores de cabelo, máquinas de lavar roupa e louças, fogões, geladeiras, microondas, ipods, aparelhos de som, CDs e fitas cassete.

15 de janeiro de 2010

art on a roll

A francesa Anastassia Elias escolheu um suporte inusitado para a sua arte: rolos de papel higiênico.

As miniaturas inspiradas em cenas do cotidiano parecem brotar das paredes do rolo e ganham vida quando observadas contra a luz. Cute!







6 de janeiro de 2010

Iceberg?

Essa ótima campanha do Greenpeace alerta para uma das principais consequências do derretimento prematuro do gelo polar causado pelo aquecimento global



Os urso polar definitivamente tomou o lugar do panda como símbolo principal da questão ambiental. O video sensacional da campanha Plane Stupid também usa o animal para alertar pro consumo de combustível dos voos domésticos. 

Btw, eu passei o fim da noite de natal assistindo à ótima série Planet Earth, co-produção da BBC e do Discovery Channel, e uma das partes mais emocionantes é justamente a que acompanha um urso polar em busca de comida. Quem se interessa por natureza e/ou fotografia TEM QUE assistir (de preferência em Blu-Ray): é uma das coisas mais impressionantes que eu já vi em termos de captação de imagem.

19 de outubro de 2009

Educação divertida

O site Fun Theory, criado pela Volkswagen, mostra como uma maneira mais fácil de convencer as pessoas a fazerem a coisa certa - make it fun!


Depósito de garrafas de vidro para reciclagem


Escada de piano


A lata de lixo mais funda do mundo

15 de outubro de 2009

Eu Repórter

Finalmente, depois de 2 anos formada em jornalismo, escrevi minha primeira matéria oficial: pro site interno da empresa - com direito a foto e tudo! hahahaha

A idéia original era uma campanha interna de conscientização, mas isso ficou pra mais tarde. Se metade da empresa ler e resolver repensar seus hábitos, já ta valendo...
 


VOCÊ, REPÓRTER


Plástico – o grande vilão ambiental
Que tal rever seus hábitos e evitar que o copinho plástico de hoje seja parte da sua refeição de amanhã?
  
Preocupada com o meio ambiente, Rafaela Rocha, Assistente de Programação do Multishow, redobra as atenções quando o assunto é o uso consciente do plástico. Ela realizou uma extensa pesquisa sobre o assunto e é o destaque do Você, Repórter deste mês.



Plástico. Se pararmos para pensar, esse material pode ser encontrado em quase todo o planeta, nas mais diversas formas. Faça o teste – olhe à sua volta nesse exato minuto e conte quantos materiais plásticos existem na sua mesa.
Sua durabilidade e resistência são qualidades que fazem do plástico um dos materiais mais utilizados atualmente, mas são essas características que o tornam também um grande vilão ambiental. 
O tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 500 anos. Sabe aquela história de que nada se cria, nada se perde, tudo se transforma? Com o passar do tempo, os materiais plásticos se decompõem em petro-polímeros, substâncias mais tóxicas, que contaminam os solos e as vias fluviais. Como consequência, partículas microscópicas podem entrar para a cadeia alimentar.
Um exemplo? Já ouviu falar na sopa plástica? Esse é o nome dado a uma enorme camada flutuante de plástico no Oceano Pacífico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão (maior que SP, RJ, MG e GO juntos). Esse lixão flutuante atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros e acredita-se que haja ali cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Cerca de 200 espécies de vida marinha, incluindo peixes, baleias, golfinhos, focas, corais, tartarugas e aves morrem depois de ingerir resíduos plásticos ao confundi-los com comida. E nós, que comemos esses bichos ou outros que se alimentam deles, acabamos também ingerindo essas substâncias.

 Por causa desses dados assustadores devemos rever nossas ações e a utilização de materiais plásticos. Ainda dependemos muito deste material, mas alguns hábitos simples já podem fazer uma grande diferença.

Que tal, ao invés de pegar um novo copo plástico cada vez que for beber água, utilizar (e reutilizar) sua própria garrafinha ou caneca? Assim, VOCÊ evita o desperdício e ainda economiza tempo, já que VOCÊ precisará encher o copinho várias vezes. Essa ação pode, inclusive, se estender aos talheres e utensílios plásticos em geral.
Outra ação simples é levar as próprias sacolas na hora de fazer compras. Usando uma bolsa de tecido, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana, 22.176 sacos ao longo da vida. Se apenas 1 de cada 5 pessoas no país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas Eu por exemplo, deixo as minhas no carro, assim não corro o risco de esquecer. Inclusive, os próprios sacos plásticos, aqueles que guardamos em casa, podem ser levados para o mercado e reutilizados nas próximas compras.
Hábitos antigos são difíceis de mudar, mas assim como conseguimos nos adaptar a certas coisas nas nossas vidas que antes eram inimagináveis – como celular e internet – podemos também aprender a deixar outras de lado, basta apenas um pouquinho de dedicação.

18 de setembro de 2009

faxina praiana




Uma das coisas que eu mais odeio é ir à praia no Rio e ver aquele monte de lixo largado na areia. E nesse ponto a cidade não é partida - todo mundo suja! Canso de ver grupinhos no Leblon e em Ipanema, com seus óculos Ray-Ban, biquínis da Lenny e bermudas da Osklen, largando garrafas, canudos, copos e outras porcarias pela areia sem a menor preocupação. Ah, relaxa...o gari serve pra isso, certo? Errado!

Pra quem também está cansado disso e quer tomar uma atitude, nesse sábado, 19 de Setembro (das 10 às 13:00h), rola o Clean Up The World 2009 - evento mundial de limpeza das praias. São mais de 125 países mobilizando 35 milhões de voluntários em todo o globo simultaneamente.

O tema do evento desse ano é "Communities United Against the Global Warming // Comunidades Unidas em Prol do Combate ao Aquecimento Global"

A coordenação do evento no Brasil é feita pelo Instituto Ecológico Aqualung (IEA). Serão distribuídas mais de 25 mil sacolas biodegradáveis e luvas - onde o lixo será qualificado e quantificado em uma Ficha de Coleta, possibilitando pesquisas e análises dos resíduos e microlixo encontrados, para futuras campanhas. O trabalho é feito em duplas; onde uma pessoa realiza a Coleta, e a outra anota os materiais recolhidos.

Após a coleta, o material recolhido será destinado à cooperativas e instituições de reciclagem; e ainda, será produzido e enviado um Relatório Final para a ONU, com dados do Evento.
Além do Rio de Janeiro, as cidades de Cubatão, Florianópolis, Recife, Brasília, Cabo Frio e Belo Horizonte também participam do evento.

A meta do Clean Up 2009 Brasil é coletar o maior número de materiais plásticos, recicláveis; aumentar o número de voluntários, e conscientizar a população a respeito dos crimes ambientais.

E ai, Partiu? Da pra fazer uma boa ação e ainda pegar uma praia (limpa) depois ;)

Os pontos de encontro no Rio são:
Praia de Copacabana:
A) Leme - Próximo à Pedra do Leme, onde os voluntários caminharão em direção ao JW Marriott Hotel RJ, na Rua Santa Clara (Grupo da Ipiranga);
B) Colônia dos Pescadores / Posto 06 - A coleta será também em direção ao JW Marriott Hotel RJ, na Rua Santa Clara (Grupo Greenpeace e Grupo da Secretaria de Meio Ambiente - Prefeitura RJ);
C) Rua Rodolfo Dantas - Grupo do Metrô Rio;
D) Rua Duvivier - Grupo Hotel Porto Bay;
E) Rua Santa Clara - Em frente ao JW Marriott Hotel RJ (Grupo JW Marriott RJ, Coordenadores Limpeza Na Praia - IEA, Defensores da Terra, Escoteiros do Brasil, Comitê ECHO, Voluntários Ambientais da Secretaria de Meio Ambiente - Prefeitura RJ).
Praia de Ipanema: Pedra do Arpoador - Posto 07, onde os voluntários caminharão rumo à rua Garcia D´Avila (Grupo da UFRJ Surfe, Greenpeace, pessoal da Aqualung, Grupo da Juventude, OI FM).
Praia do Leblon: Concentração no posto 12, com atletas e banhistas, e o Grupo da PUC-Rio.
Praia de São Conrado: Em frente ao Pouso de Asa Delta coletando em direção ao Hotel Intercontinental, com pilotos de asa delta, parapentes e surfistas - Grupo Hotel Intercontinental Rio.
Praia da Barra da Tijuca: Quebra-mar caminhando até ao Quiosque do Pepê - Grupo da Fiocruz, ONG Lagoa Viva, Academia Viktor Gym.
Praia do Recreio: Encontro no Posto 12, com o Grupo do Colégio Palas-Recreio.
Praia de Grumari: Encontro na Praia de Grumari, com a ASAG.
Sepetiba: Encontro no "Coreto", com a coordenadora Magali Jordão.
Ilha do Paquetá: Encontro na Praia da Moreninha, com a Guarda Municipal.
Ilha do Governador: Na Praia da Bica.
Itacoatiara / Niterói: No Costão.

mais infos aqui

9 de setembro de 2009

Chega de copos plásticos!!



Pessoal,

estou tentando implementar no meu trabalho uma campanha de conscientização para reduzir o uso de copos plásticos na empresa.

Acreditem ou não, o RH me pediu exeplos de cases de outras empresas que tomaram essa atitude como base para levarem meu pedido adiante.

Já fiz uma mega pesquisa, mas se alguém tiver mais exemplos serão super bem-vindos! ;)

Obrigada!